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| 08:42 | Segurança 3 min de leitura

Polícia prende 19 suspeitos de integrarem quadrilha que negociava veículos roubados no Estado e em Santa Catarina

Investigação começou a partir de crimes em São Leopoldo, no Vale do Sinos

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Investigação começou a partir de crimes em São Leopoldo, no Vale do Sinos
Justiça decretou 26 prisões preventivas. Polícia Civil / Divulgação

Uma operação da Polícia Civil tem como alvo uma quadrilha que negociava veículos roubados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina na manhã desta quarta-feira (28). Até as 7h30min, 19 pessoas haviam sido presas.  

A Justiça decretou 26 prisões preventivas e cumpre 25 mandados de buscas e apreensões. 

A delegada Cibelle Altamiranda Savi, responsável pela investigação na 1ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, explica que parte dos alvos já estava sob custódia do sistema penitenciário. Entre os investigados, há pessoas em regime fechado e no semiaberto. Ainda não há um detalhamento de quantos dos 19 presos foram capturados fora das cadeias e quantos já estavam recolhidos.

A investigação começou a partir de roubos de veículos em São Leopoldo. A dificuldade para localizar os carros levou os policiais a apurar o caminho percorrido depois dos crimes.

— A gente começou a investigar a rota de fuga dos veículos e descobriu que grande parte deles sumia do mapa e depois aparecia clonado em Santa Catarina — relata a delegada.

Como funcionaria o esquema

Segundo a polícia, um dos investigados em Santa Catarina encomendava os veículos.

Ele mantinha uma rede de pessoas responsáveis pelas diferentes etapas do esquema: 

  • na primeira etapa, havia quem cometesse roubos em São Leopoldo
  • depois, outro grupo era responsável por esconder os carros em garagens
  • em seguida, placas clonadas eram instaladas  
  • por fim, os carros eram transportados para o Estado vizinho

Os veículos também tinham rastreadores removidos e sinais de identificação adulterados antes da revenda. 

Conforme a investigação, algumas encomendas eram pagas antecipadamente.

Ordens partiam de dentro das prisões

Parte das ordens para obter os veículos saía do sistema prisional, segundo a delegada. Os investigados usariam celulares para organizar os crimes e contas bancárias de familiares para receber os pagamentos.

A polícia aponta a participação de companheiras, mães e irmãs na movimentação do dinheiro. Essas pessoas também são investigadas e estão entre os alvos das buscas. A apuração identificou ainda negociações de armas e drogas ligadas aos suspeitos.

Além da revenda dos carros, o grupo é suspeito de exigir dinheiro dos proprietários para devolver veículos roubados ou furtados e de pressionar vítimas para que retirassem registros policiais.

Buscas em 13 municípios

Batizada de Operação Divisa, a ação tem mandados de busca em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Cachoeirinha, Sapucaia do Sul, Alvorada, Canoas, Charqueadas e Sapiranga. Outras duas ordens são cumpridas em Caxias do Sul.

Em Santa Catarina, são cinco buscas em Içara, Tubarão e Balneário Gaivota. Entre os endereços estão imóveis ligados a investigados que usam tornozeleira eletrônica. A polícia também busca apreender bens vinculados ao esquema.

Polícia prevê mais de 50 indiciados

Outra frente da investigação apura fraudes contra seguradoras. Segundo a delegada, alguns proprietários negociavam os veículos e depois registravam falsos furtos ou roubos para tentar receber indenizações.

A previsão da Polícia Civil é de que mais de 50 pessoas sejam indiciadas. O inquérito ainda não foi concluído.

— Nós vamos submeter alguns desses indivíduos presos ao interrogatório e fazer algumas diligências finais para a conclusão — afirma Cibelle.

Entre os crimes investigados estão furto, roubo, estelionato, fraude contra seguradoras, receptação, associação criminosa e falsa comunicação de crime.

Fonte: GZH

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