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| 06:39 | Segurança 2 min de leitura

Defesa do pai de Bernardo entra com liminar para tentar adiar depoimento

Audiência com os quatro réus está marcada para quarta-feira (27) no RS

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Audiência com os quatro réus está marcada para quarta-feira (27) no RS
Depoimento do médico Leandro Boldrino e outros três réus está marcado para o dia 27 (Foto: Reprodução/RBS TV)
A defesa do médico Leandro Boldrini, acusado pelo assassinato do filho Bernardo em abril do ano passado, entrou com pedido de liminar na Justiça solicitando o adiamento da audiência marcada para a próxima quarta-feira (27) em Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. O pai do menino, além dos outros três réus, serão ouvidos pela Justiça pela primeira vez desde o crime. A audiência está marcada para começar às 9h30, no Foro da cidade.
Segundo o advogado Rodrigo Grecellé Vares, um dos defensores do médico, alguns questionamentos sobre o laudo pericial realizado na receita usada para comprar o remédio midalozam não foram respondidos. As investigações concluíram que o menino foi morto com uma superdosagem do sedativo.
O Instituto Geral de Perícias (IGP) analisou a assinatura encontrada na receita usada para comprar o medicamento. No entanto, o laudo foi considerado "inconclusivo". "A defesa tem direito a essa prova do IGP. Se o interrogatório sai, perde a prova", resumiu o advogado ao G1.
Em depoimento exibido pelo Fantástico em junho do ano passado, Boldrini negou ter preenchido o documento. "Eu não dei receita de midazolam para a Edelvânia. Ela foi roubada do meu consultório e não foi preenchida por mim. Não conheço Edelvânia", disse o médico na ocasião.
Na última terça-feira (19), o juiz de Direito Marcos Luís Agostini, titular da 1ª Vara Judicial da Comarca de Três Passos, negou o pedido de novos esclarecimentos sobre o documento formulado pela defesa de Boldrini. A intenção agora é que o pedido de habeas corpus seja examinado em segundo grau.
O corpo de Bernardo Boldrini, de 11 anos, foi encontrado no dia 14 de abril do ano passado enrolado em um saco plástico e enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde ele residia com a família. Além de Leandro Boldrini, são acusados no caso a madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia Wirganovicz e e Evandro Wirganovicz. Os quatro réus estão presos desde abril de 2014 e aguardam julgamento por crimes como homicídio qualificado e ocultação de cadáver, entre outros.

Fonte: G1

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