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| 05:47 | Praia Notícias | Trânsito 2 min de leitura

Estado adia transferência de carga na Ponte Hercílio Luz para próxima etapa da obra

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Foto: Divulgação
Para os leigos no assunto, como este colunista, o termo “transferência de carga” lembra uma aula de física na escola. Para os técnicos, trata-se da parte mais delicada e trabalhosa na etapa da restauração da Ponte Hercílio Luz. Na prática, significa montar uma estrutura similar às palmas das mãos viradas para cima, dando a sustentação necessária ao maior símbolo catarinense contra um possível colapso. A imagem não é fruto de alguma imaginação fértil, ela consta no ofício número 80/2012 encaminhado pelo engenheiro fiscal da obra à diretoria de Obras e Transportes do Deinfra. Foi neste documento que surgiu pela primeira vez a expressão “Ponte Segura”, termo criado pelo governo do Estado para dar uma satisfação à opinião pública diante do atraso nas obras e impossibilidade de entregá-la nos prazos prometidos.
O ofício também diz que para que se conclua a operação Ponte Segura é necessária a dita “transferência de carga.” Isso só será possível com a instalação de 54 macacos hidráulicos que, por meio de um software, irão fazer a compensação do peso ao longo de toda a ponte, até que as cinco mil toneladas estejam devidamente assentadas sob os macacos e o restante da base em formato da palma das mãos. Somente assim seria possível a retirada dos olhais de sustentação da Ponte, exatamente os mesmos com o maior risco de ruptura por conta da corrosão.
O presidente do Deinfra, Wanderley Agostini, esteve nesta quarta-feira fazendo uma vistoria no canteiro de obras. Ressaltou que o ritmo dos trabalhos está acelerado e dentro do previsto. Verdade.
Faltava dizer que transferência de carga não está prevista neste contrato de R $ 10,3 milhões com dispensa de licitação em regime emergencial. Mas nesta quarta-feira Agostini admitiu, pela primeira vez, que a operação ficará para a próxima etapa, já que só o custo dos macacos hidráulicos é de R$ 11 milhões. Por enquanto, serão erguidas quatro torres que vão funcionar como estacas gigantescas para segurar a ponte (foto acima). Ou seja, o termo ponte segura está mais alicerçado em retórica do que em uma base sólida.

Fonte: Diário Catrinense

Foto: Divulgação
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