Facebook Instagram X WhatsApp


| 05:47 | Praia Notícias | Geral 4 min de leitura

MPF pede anulação de todas as licenças para hotel na Ponta do Coral

Recomendação foi enviada à Prefeitura de Florianópolis, à Fatma e à SPU

Compartilhar:
Recomendação foi enviada à Prefeitura de Florianópolis, à Fatma e à SPU
Ponta do Coral (em destaque) possui vista para áreas nobres da cidade (Foto: Ricardo Ghisi Tobaldini/Divulgação)
O Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF-SC) informou nesta quinta-feira (11) que expediu um pedido de anulação de todas as licenças já concedidas para a construção de um hotel na área conhecida como Ponta do Coral, em Florianópolis.
A recomendação nº 61 de 2015 é assinada pelo Procurador da República Eduardo Barragan Serôa da Motta. O pedido  foi encaminhado nesta semana à Prefeitura de Florianópolis, à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fatma) e à Secretaria do Patrimônio da União (SPU/SC).
Pareceres técnicos
O pedido de anulação das licenças se baseia em seis pareceres técnicos elaborados por peritos do MPF nas áreas de de arquitetura, engenharia civil, antropologia, arqueologia, geologia, engenharia sanitária e biologia. Um deles, que analisa fatores ambientais, aponta que foram encontradas espécies características de ecossistemas de manguezais na área.
Segundo o parecer, o zoneamento do Plano Diretor vigente prevê que a área é apropriada para “atividades de turismo e hospedagem de baixo impacto ambiental”.
O projeto do hotel prevê 224 leitos, o que, segundo uma resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), é considerado de “grande potencial destruidor/degradador”, diz o relatório.
A decisão também está relacionada a um parecer de uma perita em arqueologia, sugerindo um levantamento de campo complementar em dois pontos subaquáticos com alta concentração de conchas, para que se verifique a possibilidade de tratar de um sambaqui – tipo de elevação que pode conter vestígios arqueológicos.
O G1 não conseguiu contato com a Procuradoria de Florianópolis.
A reportagem procurou na noite desta quinta-feira (11) Aliator Silveira, diretor-executivo da Hantei, empresa que pretende construir o empreendimento. Ele não comentou a resolução do MPF e afirmou que a questão está “ultrapassada”, citando uma decisão do Tribunal Regiona Federal da 4ª Região (TRF4) que, segundo ele, “põe sob suspeição” todo o Plano Diretor da capital.
No último dia 28 de maio, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, decidiu que a Prefeitura de Florianópolis deverá realizar, em até 60 dias, audiências públicas para a aprovação do novo Plano Diretor da cidade, além de encaminhar o texto novamente à Câmara de Vereadores. A decisão foi tomada na quinta-feira (28) e divulgada na segunda (1º) pelo Tribunal.
A Procuradoria do Município de Florianópolis informou na quarta-feira (3) que uma reunião entre o Ministério Público Federal (MPF) e o núcleo responsável pela elaboração do novo Plano Diretor da Capital avaliaria o que falta ser cumprido em relação a audiências públicas sobre o projeto.
O Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF-SC) informou nesta quinta-feira (11) que expediu um pedido de anulação de todas as licenças já concedidas para a construção de um hotel na área conhecida como Ponta do Coral, em Florianópolis.
Hotel não deve ser construído
O procurador-geral de Florianópolis, Alessandro Abreu, afirmou em 27 de maio que o empreendimento previsto para Ponta do Coral só sairia por solicitação judicial da construtora. A prefeitura e as outarquias municipais concluiram que não será mais expedida nenhuma licença para o empreendimento. Previamente, em abril, as licenças já concedidas foram suspensas.
Até então, apesar de o projeto ter sido aprovado, o estudo técnico referente ao sistema viário não estava concluído, razão pela qual o empreendedor não possuía o alvará de construção. A Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SMDU) acatou os pareceres e não deve mais emitir as documentações necessárias para início das obras, informou o procurador na ocasião.
Desapropriação do terreno
Representantes do Movimento Ponta do Coral 100% Pública não reconhecem o terreno como espaço privado e defendem a criação de um parque no local.
De acordo com o prefeito Cesar Souza Júnior, a administração não dispõe de recursos para viabilizar a desapropriação da área, avaliada entre R$ 70 milhões e R$ 90 milhões, para tornar a área 100% pública, como reivindicado pelo movimento. Segundo ele, para fins de desapropriação, a prefeitura deve pagar, antecipadamente, o valor arbitrado pelo mercado e não o valor lançado no IPTU do imóvel.
Venda
De acordo com a prefeitura, os representantes do movimento argumentaram que a venda da área, realizada há 30 anos, foi ilegal, já que, na época, não contou com a autorização da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
Na avaliação da prefeitura, o Ministério Público ou o estado deveriam, nesse caso, ser provocados para definir esta situação. O prefeito concluiu a reunião afirmando que tem disposição em transformar as pontas do Lessa e do Goulart, também na baía Norte, em áreas com equipamentos de lazer, como deques e bancos.

Fonte: G1

Recomendação foi enviada à Prefeitura de Florianópolis, à Fatma e à SPU
Foto: Hantei/Reprodução
Mais notícias sobre PRAIA NOTÍCIAS
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade