O Ministério Público (MP)
apresentou denúncia, nesta segunda-feira (17), contra o deputado estadual Diógenes Basegio (PDT) e outras cinco pessoas. A acusação se refere à
exigência de parte dos salários dos servidores, desvio de verbas relativas a diárias fictícias, além do uso de “funcionários-fantasmas”,
lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Além de Basegio, foram denunciados Neuromar Luiz Gatto, Álvaro Luís Ambrós, Stela
Maris Severgnini de Queiroz, Janaína Ribeiro Silveira e Hedi Klein Vieira. O MP calcula que a pena pode chegar a 20 anos de prisão para o deputado e seus principais assessores
- apenas para organização criminosa, a pena é de 3 a 8 anos de reclusão.
Segundo o Ministério Público, os desvios no gabinete do
pedetista podem chegar a R$ 2,5 milhões durante o último mandato. Para o órgão, Basegio era o líder da organização criminosa, mas não
era o único a ficar com os recursos desviados.
Procurado pela Rádio Gaúcha, o deputado não quis se manifestar e disse que irá
esperar para tomar conhecimento sobre as denúncias do MP.
Em reunião durante a manhã, na Assembleia Legislativa, a Subcomissão de
Ética formada para apurar suposta quebra de decoro de Basegio votou pela cassação do mandato do parlamentar. Já a votação pela Comissão de
Ética, que estava prevista para a mesma reunião, foi transferida para o dia 31 de agosto, a pedido da defesa.
Será neste dia que haverá a
votação pelo prosseguimento do processo, que precisa ser votado em plenário, ou pelo arquivamento da matéria.
As denúncias
do MP
- Diógenes Basegio (deputado), Neuromar Luiz Gatto (assessor), Álvaro Luís Ambrós (assessor) e Stela Maris Severgnini de
Queiroz (assessora) devem responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e concussão.
- Janaína Ribeiro
Silveira (funcionária do gabinete) e Hedi Nelci Klein Vieira (funcionária do gabinete) devem responder pelo crime de peculato.