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| 05:24 | Geral 3 min de leitura

Após fim de greve geral, categorias avaliarão se seguem paradas no RS

Professores da rede pública gaúcha continuarão parados até o dia 11

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Professores da rede pública gaúcha continuarão parados até o dia 11
Servidores estaduais protestam na Expointer (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)
A greve geral realizada pelo funcionalismo público estadual do Rio Grande do Sul, em retaliação ao o parcelamento de salários, chegou ao fim nesta sexta-feira (4), após a realização de uma reunião na sede da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (Fessergs). No entanto, os professores seguem parados até o próximo dia 11, e as demais categorias avaliarão em assembleias se voltarão a cruzar os braços.
"As categorias de modo geral encerram hoje, porque a deliberação aprovada era até o dia  3. Algumas categorias se reúnem para avaliar se continuam em greve, mas o movimento unificado segue unido. Vamos fazer uma pressão organizada e permanente a partir de terça-feira na Assembleia Legislativa, pressionando pela derrubada dos projetos que prejudicam o serviço público", disse o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud.
A greve teve início no último dia 31, quando foi anunciado o fatiamento dos salários dos servidores. Além dos R$ 600 já depositados, mais R$ 800 serão pagos até o dia 11. Já para o dia 15 está programado o crédito de R$ 1,4 mil. A parcela complementar para quem ganha acima de R$ 2,8 mil será creditada até dia 22. Em resposta, mais de 40 categorias do funcionalismo iniciaram uma greve de quatro dias. A mobilização terminaria nesta quinta-feira (3), mas foi estendida até sexta (4).
Parcelamento de salários e greve
Em pronunciamento na segunda-feira (31), no Palácio Piratini, José Ivo Sartori confirmou o parcelamento dos salários dos servidores estaduais e detalhou o cronograma de pagamentos, em quatro parcelas. Além dos R$ 600 já depositados, mais R$ 800 serão pagos até o dia 11 de setembro. Já no dia 15 está programado o crédito de R$ 1.400. A parcela complementar para quem ganha acima de R$ 2.800 será creditada até dia 22.
A medida causou indignação. Ainda na segunda (31), os servidores iniciaram uma greve de quatro dias. A paralisação estava prevista para terminar nesta quinta (3), mas foi prolongada por mais um dia.
Além da paralisação, foram realizados protestos em todo o estado. Na manhã desta sexta, na abertura da Expointer, o governador José Ivo Sartori precisou gritar para superar o barulho das vaias e dos apitos dos manifestantes "É com união e solidariedade que vamos recuperar o setor público. Precisamos arrumar a casa e estimular o crescimento. A Expointer renova a confiança e a esperança. É a prova que o Rio Grande que dá certo", discursou.
A União também repetiu a medida adotada no mês anterior e bloqueou novamente as contas do governo do estado na terça-feira (1). O governo do Rio Grande do Sul garantiu que a medida não vai afetar o pagamento dos salários dos servidores. Na quarta (2), Sartori foi a Brasília acompanhado do procurador-geral do estado, Euzébio Ruschel, para participar de reuniões no Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, o encontro terminou sem definição.
O advogado-geral da União, Luis Inácio Lucena Adams, participou da reunião junto com o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Barbosa Saintive. Após o encontro, Adams disse que a posição do governo federal é pelo cumprimento do contrato da dívida. A mesma posição foi manifestada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no dia anterior.

Fonte: G1

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