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| 17:42 | Segurança 3 min de leitura

Filho de Vicini teria aversão pela exposição pública e já havia desaparecido antes

Ele está sumido desde o dia 29 de janeiro

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Ele está sumido desde o dia 29 de janeiro
Foto: Arquivo pessoal
A Rádio Colonial entrevistou na tarde desta terça-feira, 18, o delegado Ubirajara Daniel Diehl Júnior sobre o desaparecimento do filho do prefeito de Santa Rosa Alcides Vicini. Cristiano saiu de casa para fazer compras no dia 29 de janeiro e não retornou mais. Imagens de uma câmera do circuito de monitoramento mostram ele chegando a estação rodoviária de Balneário Camboriú. 
Os pais dele chegaram no mesmo dia ao apartamento de Cristiano em Penha-SC e encontraram apenas a empregada limpando o local. Ela contou que ele teria saído para fazer compras. Uma câmara do prédio onde ele mora mostra Cristiano saindo do local e pegando um moto-táxi. Dali, ele teria ido para a Estação Rodoviária de Balneário Camboriú. 
O delegado Ubirajara disse que não pode descartar a hipótese de seqüestro, porém, considera improvável que isso tenha acontecido porque não nenhum indício nesse sentido: “É difícil que tenha ocorrido um seqüestro e durante todo esse tempo nenhum contato tenha sido feito pelos criminosos”, explica.
Segundo a polícia, não há imagens da Rodoviária de Camboriú mostrando em qual ônibus Cristiano embarcou. O delegado Ubirajara Diehl Júnior, de Santa Rosa, lembrou que não é a primeira vez que o filho do prefeito fica desaparecido. Em outubro de 2012, ele foi encontrado em um hotel de Camboriú depois de passar uma semana com a família.
"Ele sumiu e noticiaram. Começamos a investigar e o encontramos. Se não tivéssemos encontrado, não sei quanto tempo levaríamos", disse o delegado.
Em entrevista ao portal G1, o prefeito conta que conversou com o filho no final da manhã do dia em que ele desapareceu. "O último contato foi no dia 29. Eu tinha falado com ele às 11h30 e o telefone estava com problema. Eu não estava conseguindo ligar para manter o contato", disse Vicini.
O pai acredita que a aversão à “exposição” causada por sua carreira política tenha motivado o filho a fugir. "Ele não gosta muito da minha carreira. O meu envolvimento com a política causa uma exposição pública da família, e ele é um pouco avesso a isso", afirmou.
Vicini conta que este sentimento levou o filho a vender a empresa de alarmes que tinha e foi morar na cidade catarinense, onde intermediava negócios de automóveis e imóveis. Ele acredita que o filho tenha fugido com amigos de São Paulo que havia conhecido nos Estados Unidos.
"Pensamos o pior também, temos receio de que algo tenha acontecido, mas normalmente como é uma região populosa, em caso de morte, dificilmente fica assim. Nós saberíamos", afirma.

Fonte: G1/Rádio Colonial AM

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