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| 05:24 | Praia Notícias | Segurança 2 min de leitura

Assessor parlamentar suspeito de se passar por PM é preso em SC

Polícia diz que ele participava de ações policiais e desviava apreensões

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Polícia diz que ele participava de ações policiais e desviava apreensões
Arma e fardas oficiais estavam na casa de assessor em Balneário Camboriú (Foto: Luiz Souza/RBS TV)
Um assessor parlamentar foi preso na manhã desta sexta-feira (25) em Balneário Camboriú no Litoral Norte de Santa Catarina. Ele é suspeito de se passar por policial militar e desviar produtos apreendidos, mas prisão em flagrante foi por posse ilegal de arma de fogo.
Outro assessor e um policial militar também foram conduzidos para a delegacia para prestar esclarecimentos. A operação da Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de assessores de vereadores e de policias militares de Balneário Camboriú na manhã desta sexta.
“A operação foi realizada para investigar tráfico de drogas, corrupção de menores e organização criminosa”, explica o delegado Osnei de Oliveira, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da cidade. Segundo ele, a ação dá continuidade a operação iniciada há duas semanas que resultou na prisão de um sargento da PM. 
De acordo com o delegado, os dois assessores são suspeitos de participarem de ações policiais. “Eles se passavam por policiais para abordar as pessoas e alguns produtos apreendidos eram desviados. Na maioria das vezes eles não levavam os produtos para a delegacia”, detalha.
Em nota, a Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú informou que a prisão não tem relação com as atividades do Legislativo e que o presidente da casa determinou a exoneração do servidor preso.
Apreensões
Durantes os mandados de busca e apreensão, a polícia apreendeu fardas oficiais da Polícia Militar, rádios comunicadores, um distintivo da Polícia Federal, duas pistolas, uma delas de brinquedo, e um fuzil americano, também de brinquedo na casa do assessor preso.
O suspeito foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, mas deve pagar fiança e ser liberado, conforme o delegado. Até as 12h desta sexta, Oliveira estava providenciando a atuação do flagrante e não havia estabelecido o valor da fiança.
Investigação
Segundo o comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel José Evaldo Hoffmann Junior, uma investigação iniciada há cerca de dois meses apontou que cinco policiais estariam envolvidos no esquema.
“Instauramos um procedimento administrativo a partir de denúncias de que eles poderiam estar envolvidos em organização criminosa e que atuavam junto de civis. Nós que informamos à Polícia Civil”, afirma Hoffmann.
Segundo ele, durante a tarde desta sexta-feira uma reunião será realizada para discutir sobre a situação desses militares. “Algumas atitudes serão tomadas e aguardamos a investigação para tomar providências”.

Fonte: G1

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