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Três investigados pela PF por golpe milionário no RS pagam fiança
Prazo para que não fossem considerados foragidos termina nesta segunda
Três suspeitos do golpe milionário em Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul,
pagaram fiança nesta segunda-feira (24), informou a 3ª Vara Criminal do Fórum da cidade gaúcha. No mesmo dia, expira o prazo para que quatro investigados pela
Polícia Federal deixassem de ser considerados foragidos.
Ao todo, cinco pessoas são suspeitas do golpe, sendo que Mauricio Dal Agnol, líder do
esquema segundo a PF, é o único a ter tido prisão preventiva decretada. A mulher de Mauricio, Márcia Dal Agnol, depositou R$ 724 mil por meio de advogado.
Vilson Bellé e Celi Acenira Lemos pagaram R$ 144 mil cada um. Já Pablo Geovani Cervi fez uma solicitação ao juiz para substituição da
fiança. O pedido está em análise.
De acordo com o promotor Marcelo Pires, também foi pedida a prisão preventiva dos quatro, mas o
juiz que analisou a solicitação substituiu pelo pagamento da fiança. "Se eles não pagarem, pode ser decretado o pedido de prisão preventiva já
feito pelo Ministério Público. O pedido inicial foi de que fosse decretada a prisão preventiva", explicou Pires. "Ele [Dal Agnol] e a esposa estão fora
do país", declarou.
A Polícia Federal informou que apenas uma dessas quatro pessoas entregou o passaporte como havia sido exigido. As outras
três não foram localizadas.
O advogado Maurício Dal Agnol segue foragido nos Estados Unidos. Procurado pela Interpol, ele é suspeito de
montar um esquema que pode ter lesado mais de 30 mil clientes em R$ 100 milhões. Dal Agnol teve o registro profissional suspenso na sexta-feira (21) pela Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB).
Segundo a Polícia Federal, um grupo de advogados e contadores, comandados por Dal Agnol procurava os clientes com a proposta de entrar com
ações na Justiça contra empresas de telefonia fixa. Os clientes ganhavam a causa, mas os advogados repassavam a eles uma quantia muito menor da que havia sido
estipulada na ação. O esquema fez o advogado enriquecer rapidamente.
Ao cumprir mandados de busca da Operação Carmelina na cidade do Norte
do Rio Grande do Sul na sexta, a Polícia Federal encontrou um total de R$ 1,5 milhão em um dos endereços do homem. Além da quantia, animais selvagens empalhados
e munição foram achados em um fundo falso de uma parede. A PF apreendeu também um avião avaliado em cerca de US$ 8,5 milhões e bloqueou dinheiro em contas
bancárias e imóveis.
A Operação Carmelina foi desencadeada na manhã de sexta-feira em Passo Fundo, no Norte, e em Bento
Gonçalves, na Serra. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia e de contabilidade e em uma residência. A
operação foi batizada de Carmelina porque este era o nome de uma mulher que teve cerca de R$ 100 mil desviados no golpe. Segundo a PF, ela morreu de câncer, e poderia
ter custeado um tratamento se tivesse recebido o valor da maneira adequada.
Fonte: G1

























































