| 05:46 | Praia Notícias | Geral 2 min de leitura
Região atingida por deslizamento em Blumenau, SC, segue em alto risco
Famílias que moravam no bairro Nova Rússia não devem voltar ao local
Famílias que moravam no bairro Nova Rússia, em Blumenau, no Vale do Itajaí, na área atingida por um deslizamento em 23 de outubro devem
permanecer fora das casas, recomendou a Defesa Civil. Segundo o órgão, a região segue com alto risco de que os estragos voltem a acontecer, como mostrou o Jornal do
Almoço nesta terça-feira (3).
O deslizamento em outubro aconteceu perto das 3h e atingiu quatro casas. Ninguém ficou ferido. Na semana passada, uma
equipe da prefeitura e especialistas japoneses estiveram no local para avaliar a situação, tentar entender o movimento da terra e prever o que ainda pode ocorrer.
"Os indícios são muito fortes de que novos deslizamentos vão continuar acontecendo na área porque tem uma encosta muito alta e uma
declividade muito acentuada com material não consolidado, material de baixa resistência", explicou o diretor de geologia Maurício Pozzobom.
"Se novos deslizamentos de grande magnitude ocorrerem e represarem o rio, com uma represa de altura maior, altura significativa, pode sim ocorrer uma ruptura dessa represa natural e a
evolução em forma de massa enxurrada. Os efeitos vão ser sentidos ao longo de todo o rio do ribeirão Garcia", completou.
'Situação difícil'
Quando aconteceu o deslizamento, o rio que passava atrás da casa do casal Willy e Irene
Wendelich veio para frente. A passagem da água ficou mais estreita por causa dos entulhos, o canal ficou menor, a correnteza ainda é muito forte. Por isso, os dois dizem
que a margem desliza um pouco todos os dias.
Desde que o barro deslizou, Willy volta para o que sobrou da casa todos os dias. Ele não vem para morar, mas buscar o
que não foi destruído pela terra.
"Começa a criar saudade, vontade, esperança. Então, a grande coisa que eu posso dizer que
quem nunca passou por essa situação nem julgue e nem fale. É uma situação difícil", disse.
Marido e mulher foram morar
com o filho. "A pessoa que não era daqui já se emociona, imagina quem morava aqui. Aqui era a minha casa e o meu trabalho. De uma hora para outra, você vê
tudo saindo debaixo dos seus pés. Não é fácil", lamentou Irene.
Fonte: G1


























































