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| 05:59 | Educação | Três de Maio 3 min de leitura

Acadêmicos estudam viabilidade de instalação de biodigestor em propriedade leiteira no interior de Dr. Maurício Cardoso

TCC de Diogo Kacheski Beck e Gustavo de Lima Fabbrin, do Bacharelado em Agronomia da SETREM, comprovou que a utilização de biodigestores para a geração de biogás agrega valor aos resíduos animais

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TCC de Diogo Kacheski Beck e Gustavo de Lima Fabbrin, do 

Bacharelado em Agronomia da SETREM, comprovou que a utilização de biodigestores para a geração de biogás agrega valor aos resíduos animais
Foto: SETREM/Divulgação
Os acadêmicos Diogo Kacheski Beck e Gustavo de Lima Fabbrin, do Bacharelado em Agronomia da SETREM, realizaram estudo de viabilidade técnica e econômica da instalação de um biodigestor em uma propriedade leiteira no município de Dr. Maurício Cardoso. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da dupla teve como orientadora a mestre Claudete Zimmermann e como coorientador o mestre Ivar José Kreutz. O estudo teve como objetivo analisar a viabilidade técnica e econômica de implantação de um biodigestor em uma propriedade rural, com criação de bovinos de leite em sistema de confinamento Compost Barn, como alternativa energética, geração de biofertilizantes e destinação correta dos dejetos da propriedade.
O trabalho nasceu através de visita e levantamento de dados diretamente junto à propriedade e análise em laboratório da SETREM. “A partir destas informações foi possível constatar a qualidade do gás produzido, tendo em vista que todas as análises do gás resultaram em uma quantidade suficiente de metano em sua composição. Contudo, verificou-se que a quantidade de biogás produzida com os dejetos da propriedade, apesar de não tornar a propriedade autossuficiente em produção energética, tendo em vista o elevado consumo, representa um investimento economicamente viável”, afirma Beck.
Fabbrin explica que, como em qualquer empreendimento, antes de sua implantação, foi importante realizar a análise de viabilidade técnica e econômica para visualizar o potencial de retorno do investimento e a tomada de decisão sobre a implantação do mesmo. Esta análise, segundo ele, buscou traduzir se os custos e esforços gastos em sua implantação e funcionamento seriam compensados, vantajosamente ou não, pelas receitas e benefícios auferidos no decorrer de um prazo conveniente aos seus proprietários.
Baseado nos dados pesquisados sobre os resultados alcançados nas análises realizadas em mini-biodigestores da SETREM com dejetos da propriedade, os acadêmicos observaram que a utilização da digestão anaeróbica para o tratamento de resíduos orgânicos e geração de biogás apresenta benefícios significativos com relação ao tratamento de resíduos e à diminuição da poluição por gás metano gerada pelos dejetos de animais. Eles perceberam que após a digestão anaeróbica e finalização do processo de produção do biogás, ainda ficavam depositados dentro do biodigestor os dejetos dos animais fermentados ou os chamados biofertilizantes. “Com isto conclui-se que a hipótese de que a biodigestão anaeróbica é uma tecnologia eficiente no aproveitamento dos dejetos provenientes da atividade leiteira é verdadeira”, explica Fabbrin.
Viabilidade técnica
O orçamento apresentado na pesquisa demonstrou que a instalação de um biodigestor modelo Canadense, com um investimento de R$ 167.160,00, torna-se viável economicamente, pois tem VPL de R$ 61.35,46, TIR de 15% e Payback simples de 8,5 anos. O biodigestor modelo Canadense com orçamento de R$ 154.120,49 também tem viabilidade econômica, pois apresenta VPL de R$ 74.874,92, TIR de17% e Payback simples de 4,9 anos. Também foi constatado que, em caso de não haver a comercialização da cama de confinamento, todas as propostas tornam-se inviáveis economicamente.
Beck afirma que além da análise de viabilidade econômica, o trabalho propiciou a oportunidade de obter mais conhecimento sobre a importância da instalação desta tecnologia. “A utilização de biodigestores para a geração de biogás por meio de dejetos de animais é uma alternativa sustentável dos recursos naturais, no qual a fermentação ocorre de modo controlado, proporcionando a redução do impacto ambiental e a geração de combustível de baixo custo, com possibilidade de agregação de valor aos resíduos animais”, conclui.

Fonte: Assessoria de Comunicação SETREM

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