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| 06:03 | Política 2 min de leitura

Acusado de assédio sexual, prefeito de Não-Me-Toque é cassado

Câmara de Vereadores decidiu punir o prefeito Armando Carlos Roos (PP), afastado desde julho

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Câmara de Vereadores decidiu punir o prefeito Armando Carlos Roos (PP), afastado desde julho
Servidora filmou Roos exigindo sexo em troca de benefícios políticos em Não-Me-Toque (Reprodução)
A Câmara de Vereadores de Não-Me-Toque decidiu, na noite desta sexta-feira (10) cassar o prefeito da cidade Armando Carlos Roos (PP), afastado do cargo desde julho. Roos é réu por assédio sexual de servidoras, importunação ofensiva contra uma terceira vítima, abuso de autoridade e perturbação do sossego.  
Dos nove vereadores da cidade, seis votaram pela cassação. Outros três parlamentares se ausentaram da sessão. A cassação exigia maioria qualificada, de dois terços da Câmara da cidade, para ser aprovada.
As duas servidoras da prefeitura que acusam o prefeito de abuso sexual alegam que foram ameaçadas de perda ou de rebaixamento de cargo caso não aceitassem os favores sexuais propostos pelo prefeito. Um dos casos foi gravado e divulgado, dando repercussão ao ocorrido. 
A GaúchaZH, Roos disse que acompanhou as 12 horas de sessão e reclamou de não ter sido ouvido pela Câmara. Além disso, negou as acusações e disse que a cassação foi articulada pelos partidos de oposição.
— Foi uma decisão política. Estou absolutamente tranquilo. Não há nenhuma prova. Ninguém viu nada — afirmou o prefeito cassado.
Questionado sobre se vai recorrer da decisão, Roos respondeu que ainda não sabe:
— Deixa eu pensar no fim de semana. Estou no terceiro mandato... Isso tudo é desgastante. Não preciso estar levando esse tipo de desaforo. Tenho uma família pra defender.
Relembre o caso
Em 2017, uma servidora de carreira do município procurou a Polícia Civil para denunciar que o prefeito a rebaixou de cargo, fazendo com que ganhasse menos, por não aceitar um pedido de cunho sexual feito por ele. A denúncia foi feita inicialmente como uma queixa, sem representação do crime. 
Dias depois, a vítima decidiu seguir adiante com o procedimento e contou que estava sendo ameaçada. Com isso, a mulher teve deferido um mandado de proteção no âmbito da Lei Maria da Penha.    
Depois disso, outro caso veio à tona. Uma funcionária que trabalhava desde 2017 na prefeitura de Não-Me-Toque, em um cargo comissionado, denunciou o prefeito. De acordo com a denúncia, em troca da vaga, Roos teria pedido favores sexuais à mulher. Uma delas, inclusive, filmou o suposto assédio, ocorrido dentro do gabinete. 
Na época da divulgação das imagens, Roos declarou em nota oficial que uma "suposta vítima utilizou-se da confiança do prefeito para gravar o referido vídeo, e somente um ano depois vem a público divulga-lo".

Fonte: Gaúcha ZH

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