Facebook Instagram X WhatsApp


| 19:53 | Política 3 min de leitura

Congresso aprova Orçamento de 2026 com R$ 61 bilhões em emendas

A proposta também inclui um superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas públicas

Compartilhar:
A proposta também inclui um superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas públicas
Votação aconteceu em sessão mista nesta sexta-feira (19). Carlos Moura / Agência Senado/Divulgação

O Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2026 com R$ 61 bilhões para emendas parlamentares, nesta sexta-feira (19). A votação aconteceu de forma simbólica em sessão mista. O texto agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A meta das contas públicas em 2026 é de um superávit de R$ 34,3 bilhões, com tolerância de déficit zero, mas descontando despesas com precatórios e outros recursos que serão desconsiderados no cálculo. Na prática, o governo poderá ter um resultado pior no equilíbrio entre receitas e despesas e mesmo assim cumprir o objetivo.

O relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), fechou a peça orçamentária, no entanto, com um superávit ligeiramente maior do que o centro da meta, em R$ 34,5 bilhões.

Emendas parlamentares

Um total de R$ 61,4 bilhões em emenda foram colocadas no orçamento de 2026 para serem repassadas em ano eleitoral. Deste valor, R$ 49,9 bilhões são emendas que ficam sob total controle dos parlamentares, incluindo emendas individuais (RP 6), emendas de bancada (RP 7) e emendas de comissão (RP 8) — recursos formalmente indicados e decididos pelos parlamentares que o governo deverá pagar.

Outros R$ 11,5 bilhões foram incluídos por emendas de bancada e de comissão em despesas dos ministérios (RP 2) e ficarão sob controle do governo. A diferença dessas é que o governo não é formalmente obrigado a seguir a indicação do parlamentar na hora de decidir o município e o projeto contemplados, mas também há possibilidade de barganha e negociação com os congressistas, porém, sem transparência, como já ocorreu.

"Deve-se destacar que as dotações consignadas a programações classificadas com RP 2 submetem-se exclusivamente à gestão do Poder Executivo, não sendo, portanto, objeto de indicação de beneficiários pelos parlamentares", escreveu o relator. Para blindar as emendas em ano eleitoral, o Bulhões retirou um dispositivo colocado pelo governo Lula que dava poder ao Executivo para cancelar as emendas se houver necessidade de aumentar despesas obrigatórias e cumprir o arcabouço fiscal. Nesse caso, o parlamentar terá de concordar em perder o recurso.

O Supremo Tribunal Federal (STF) exigiu transparência, rastreabilidade e respeito às regras na liberação de emendas. Uma das regras exigidas pela Corte é que as emendas não cresçam mais do que outras despesas do governo. A gestão Lula se ancorou nesse dispositivo para bloquear o pagamento de emendas em 2025, o que poderá ocorrer novamente em 2026.

"Caberá ao Poder Executivo, durante a execução orçamentária, avaliar a necessidade de efetuar bloqueio das parcelas das emendas que ultrapassarem o menor entre os limites mencionados na decisão do STF, até que ocorra a deliberação quanto ao mérito da ADI 7697", escreveu o relator do orçamento.

Haverá, porém, uma diferença em relação a este ano: os parlamentares aprovaram na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a obrigação de o governo pagar R$ 12,7 bilhões antes das eleições de 2026 — um acordo informal eleva esse valor para R$ 19 bilhões.

fundo eleitoral para bancar as eleições do ano que vem aumentou de R$ 1 bilhão para R$ 4,96 bilhões. O relator também remanejou, ou seja, mudou a destinação, de R$ 9,3 bilhões em recursos a pedido dos outros poderes em diferentes áreas, dos quais R$ 8,5 bilhões foram alterados a pedido do Executivo.

Fonte: GZH

Mais notícias sobre POLÍTICA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade