O projeto que prevê a renegociação das dívidas de produtores rurais enfrenta novos obstáculos na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que não pretende colocar a proposta em votação sem mudanças no texto aprovado pelo Senado, alinhando-se à avaliação do Ministério da Fazenda de que a medida pode representar forte impacto nas contas públicas.
A equipe econômica estima que a renegociação possa gerar um custo de até R$ 139,8 bilhões ao longo de 13 anos. Já representantes do agronegócio contestam os números e afirmam que a proposta prevê o uso de fundos administrados pela própria Fazenda, sem comprometer a política fiscal.
Além da divergência sobre os custos, o calendário legislativo preocupa o setor. Com a pausa das atividades presenciais do Congresso devido às festas de São João, a discussão deve ficar para julho. O adiamento ocorre em meio à definição do Plano Safra, aumentando a insegurança de produtores endividados que dependem de novas linhas de crédito.
O projeto já havia sido aprovado pela Câmara em 2025, mas precisou retornar para nova análise após alterações feitas pelo Senado. Nos bastidores, a mudança no cenário político e a maior proximidade entre Hugo Motta e o governo federal também influenciam o andamento da proposta.



























































