Um homem de 36 anos foi capturado pela Polícia Civil na noite desta sexta-feira (10) no município de Getúlio Vargas, no norte do RS, em cumprimento de um mandado de prisão preventiva pelo crime de homicídio. Ele estava foragido desde fevereiro em razão de um assassinato ocorrido em 2016, em Porto Alegre.
Zero Hora apurou se tratar de Marcos da Silva Oliveira, o Marquinhos, que teria assumido a posição de Jackson Peixoto Rodrigues, o Nego Jackson, após a execução do criminoso dentro da Pecan em 2024. De acordo com a polícia, o homem é um dos líderes de uma organização criminosa com atuação em Porto Alegre e Região Metropolitana.
Segundo o delegado Joel Wagner, do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), a captura do suspeito aconteceu na RS-135, após a informação de que o suspeito estaria se deslocando do Paraná para o RS.
A partir das pistas, uma operação de monitoramento foi iniciada, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante o deslocamento, segundo a polícia, o homem tentou evitar a fiscalização policial, desviando de postos da PRF e utilizando rotas alternativas. A Brigada Militar (BM) também foi acionada para apoiar o cerco policial que culminou com a captura de Oliveira.
— É uma liderança do primeiro escalão dessa facção. Ele coordenaria a distribuição e armas e drogas, representando um risco para Porto Alegre e Região Metropolitana. Agora as investigações vão avançar para verificar demais envolvidos no esquema — afirmou o delegado.
Zero Hora tenta contato com a defesa do preso.
Liderança
De acordo com o Denarc, o homem atuaria coordenando a logística, distribuição de drogas e armas da facção anteriormente gerida por Nego Jackson. Ele também coordenaria a parte financeira da facção.
Além disso, segundo a polícia, há indícios de que Marquinhos também tivesse vínculos criminosos na região da fronteira com o Paraguai e com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV).
Uma investigação da Polícia Judiciária do Paraguai aponta ele como suspeito de envolvimento no duplo homicídio de Paulo Jackes e Milena Soares Bandeira, ocorrido em Assunção, em 2017. Jackes seria secretário do narcotraficante Jarvis Chimenes Pavão.
Além desse histórico, ele possui antecedentes por tráfico de drogas, homicídio doloso e porte ilegal de arma de fogo.



























































