Com a confirmação do novo tarifaço dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o dia 15 de julho "passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um "marco lastimável". Em publicação na rede social X, o presidente brasileiro contestou a decisão do governo norte-americano.
Na noite desta quarta-feira (15), o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) confirmou tarifas de 25% sobre produtos do Brasil. A medida entra em vigor no dia 22 de julho.
"Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil", argumenta Lula.
Em outro trecho, o presidente brasileiro também afirma que não reconhece a legitimidade das investigações do USTR. Lula, ainda, reitera que o governo atuou "ininterruptamente" e apresentou evidências que refutam cada uma das justificativas apresentadas pelos EUA para o tarifaço.
Defesa do Pix
Lula classificou como "descabidas" as alegações do governo norte-americano sobre o Pix e a regulação de plataformas digitais.
Para o USTR, o Pix desfavorece e causa prejuízos para empresas de pagamento norte-americanas.
"O PIX é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital", escreveu o presidente brasileiro.
Reciprocidade
Conforme Lula, o governo vai manter medidas de proteção aos setores afetados pela sobretaxa norte-americana, a fim de preservar "empregos e a capacidade produtiva nacional".
Ele também falou sobre a possibilidade de retaliar os Estados Unidos:
"O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC".
Citação a Bolsonaro
No fim do comunicado, Lula afirma que a investigação "faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro".
"São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros".



























































