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| 16:30 | Política 4 min de leitura

Aliados de Flávio Bolsonaro confirmam que ele deixou o Brasil

Senador teve o passaporte cancelado na manhã desta terça-feira, após descumprimento de determinação de Alexandre de Moraes

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Senador teve o passaporte cancelado na manhã desta terça-feira, após descumprimento de determinação de Alexandre de Moraes
Reprodução internet

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) confirmam que o candidato à Presidência derrotado nas eleições de domingo (25) deixou o país rumo aos Estados Unidos nesta terça-feira (27), onde pode pedir asilo político ao presidente Donald Trump. Não há informações sobre o roteiro de viagem do Senador.

O senador teve o passaporte cancelado nesta manhã, após descumprimento da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para que ele entregasse os documentos dentro do prazo estabelecido.

O governo Trump está ciente sobre a chegada de Flávio ao país, e dizem que ele deve chegar nas próximas horas em Miami ou Dallas. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

Inicialmente, foi divulgada pelo site argentino Infobae nesta terça-feira (27) a informação de que o senador estaria no país. Segundo a publicação, ele teria cruzado a fronteira para a Argentina usando seu documento de identidade e, de Puerto Iguazú, viajaria aos Estados Unidos a bordo de um avião Gulfstream G400.

Apesar disso, o Controle de Imigração da Argentina afirmou que não há registro da entrada de Flávio no país. Um porta-voz de Javier Milei também negou à agência de notícias norte-americana Bloomberg que Flávio Bolsonaro tenha entrado na Argentina.

Mais cedo, a Polícia Federal afirmou à coluna que que estava apurando a informação, divulgada pelo portal de notícias argentino, de que Flávio Bolsonaro teria saído do Brasil.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado a quatro anos e dois meses de prisão, e irmão de Flávio, vive no Texas, nos Estados Unidos, desde fevereiro de 2025.

Entrega de passaporte

Na segunda-feira (26), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que ele entregasse o passaporte à Polícia Federal (PF), o que ainda não aconteceu.

— Hoje de manhã, eu fui visitar meu pai. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país — relatou Flávio nas suas redes sociais.

Segundo Flávio, a decisão de Moraes está baseada em uma fala de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, apesar de constar contra ele um mandado de prisão em aberto no Brasil. Na declaração, dada na semana passada, Eduardo, que teve o mandato de deputado federal cassado, defendeu que Flávio deveria deixar o Brasil se perdesse a eleição.

O senador questionou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de impedi-lo de viajar.

— Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? Essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do resultado da eleição. Se eu tivesse ganhado as eleições, iria acontecer a mesma coisa? — indagou.

Investigação contra Flávio

A ordem judicial faz parte do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF. Na semana passada, Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões de Willer, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets.

Conforme a apuração preliminar da Polícia Federal, Flávio seria beneficiário de recursos da Alcazar Holdings, uma empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e que também é investigada pela PF.

Resultado das eleições

Após a derrota nas urnas, ainda no domingo (25), Flávio criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que prorrogou o período de votação por duas horas, e declarou que não reconheceria o resultado do pleito:

— É impossível reconhecer o resultado das eleições do jeito que aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo.

Flávio mencionou a relação de Zanin com Lula e chamou de "inaceitável" a decisão monocrática do magistrado.

— O que aconteceu não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. O ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo — afirmou. — Houve uma quebra total de isonomia. Entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes Estados. Eu nunca vou saber se num Estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter.

Flávio conclui o discurso afirmando que iria buscar esclarecimentos:

— Tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora nessas eleições. Eu não vou desistir do meu Brasil.

Fonte: GZH

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