Com vitórias em estados historicamente conservadores, o Partido Democrata impôs uma derrota importante para Donald Trump nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Ainda com a apuração em andamento em algumas regiões do país, na madrugada desta quarta-feira (4), os democratas conquistaram sete cadeiras que antes eram ocupadas por senadores republicanos e formaram maioria no Senado.
Os primeiros dados das apurações das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos começaram a ser divulgados ainda na noite de terça-feira (3). No pleito, serão renovadas 35 das 100 cadeiras do Senado norte-americana e as 435 vagas da Câmara dos Representantes.
Até as 19h no horário da costa leste norte-americana (21h em Brasília), as urnas já haviam sido fechadas em partes dos estados de Indiana, Kentucky, Georgia, Carolina do Sul, Vermont e Virginia. No início da madrugada desta quarta-feira (4), a votação também foi encerrada em Montana.
Democratas largam em vantagem
Desde o início da divulgação das parciais, os democratas já apareciam em vantagem. O partido de oposição a Donald Trump conquistou sete cadeiras que eram dos republicanos.
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A principal virada veio no Texas, onde James Talarico foi eleito senador e derrotou o republicano Ken Paxton, procurador-geral do estado. Tradicionalmente conservador, esta é a primeira vez em 38 anos que o Texas elege um senador democrata.
Com 50,6% dos votos, Annie Andrews derrotou Darline Graham (47,2%) no estado de Carolina do Sul. Na Carolina do Norte, o ex-governador Roy Cooper venceu Michael Whatley.
Em Ohio, outra virada dos democratas. Sherrod Brown desbancou o republicano Jon Husted, de acordo com a NBC News.
Pela primeira vez desde 1932, o Kansas elegeu um candidato democrata para o Senado. Adam Hamliton venceu o republicano Roger Marshall.
No estado de Iowa, outra virada para o partido de oposição a Trump. Josh Turek foi eleito senador, conforme projeções da imprensa norte-americana.
Em Maine, o democrata Troy Jacskon derrotou a republicana Susan Collins e garantiu mais uma cadeira aos opositores de Trump no Senado.
Além da virada no Senado, segundo a CNN e a NBC News, os Democratas devem conquistar pelo menos 244 cadeiras na Câmara dos Representantes, de um total de 435 cadeiras.
Trump se pronuncia
Em publicação na Truth Social, Donald Trump afirmou que os republicanos teriam uma "vitória esmagadora" se ele estivesse concorrendo.
Pouco depois, declarou ao New York Times que aceitará o resultado das eleições de meio de mandato.
Já na madrugada desta quarta-feira, Trump postou a imagem de um boné com a palavra "veto", o que a imprensa norte-americana interpretou como uma indireta do presidente, sinalizando que vai vetar projetos da oposição.
Por que a votação é sempre na terça-feira?
A data escolhida para a votação nos Estados Unidos tem razões históricas. Sob o contexto agrícola do século 19, foi aprovada em 1845 pelo congresso uma lei que determinava como dia da votação a primeira terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro.
O momento escolhido facilitava a participação de eleitores que viviam nas zonas rurais, além de impedir que as eleições acontecessem em 1º de novembro, que é o Dia de Todos os Santos.
A escolha, também, respeitava aspectos culturais da sociedade norte-americana. Na época, o fim de semana era geralmente dedicado a atividades religiosas, e a quarta-feira era voltada ao mercado em áreas rurais.




















































