O presidente nacional interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse na noite de segunda-feira (12) que o partido segue na base de apoio ao governo
Michel Temer, mas que serão feitas avaliações diárias dos cenários políticos.
"Vamos avaliar diariamente. Todos os
dias têm surgido fatos novos e vamos estar atentos", disse o senador ao final da reunião da executiva nacional, que durou mais de seis horas.
Segundo Jereissati, não houve deliberação do partido sobre a permanência no governo, mas a maioria da legenda entende que um eventual desembarque agora iria
prejudicar as reformas.
"O partido está unido, mas tem divergências. O partido não tem dono, nem é autoritário. Quem é
mais velho lembra que ja tivemos crise e no momento exato seguiremos unidos", disse.
TSE
Sobre o resultado do julgamento da
chapa Dilma-Temer pelo TSE, o presidente nacional interino do PSDB defendeu que o partido recorra da decisão. Ele disse que os advogados do partido, no entanto, entendem ser
melhor aguardar a publicação do acórdão e depois submeter a decisão à executiva.
"Eu, como presidente, penso que devemos
recorrer. O advogado quer esperar a publicação [do acórdão]. Vamos continuar no governo Temer, sem deixar de lado as nossas convicções. E eu estou
convicto de que houve corrupção na eleição de 2014".
Perguntado se essa posição não seria incoerente, o
tucano reconheceu que sim, mas que prefere seguir suas convicções. "Com certeza há uma incoerência nisso, mas foi a história que nos impôs. Esse
não é o meu governo, nem o governo dos meus sonhos. Não votei nele [Temer] nem nela [Dilma]. Estamos juntos para dar a estabilidade que o país precisa. Estaria
mais confortável com alguém do PSDB [na Presidência]".
Sobre uma eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o
presidente Michel Temer, Jereissati disse que o partido não fechará questão e os deputados ficarão livres para votar ( a Câmara é quem decide se
autoriza a abertura do processo de investigação contra o presidente). "Vai ser uma decisão da Câmara e cada deputado vai votar da maneira que quiser.
Não existe nada de fechar questão em relação a isso. A bancada tem opiniões diferente, vai ser um voto de consciência e não uma
decisão partidário. Se tiver um acontecimento muito grave, a opinião vai ser diferente e vamos chamar a bancada e conversar sobre isso", disse.