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| 05:16 | Política 2 min de leitura

''Temos que aceitar, o plenário do Senado é soberano'', diz Messias após ter nome rejeitado para o STF

Jorge Messias não obteve os 41 votos favoráveis necessários, tornando-se o primeiro nome barrado pela Casa desde 1894

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Jorge Messias não obteve os 41 votos favoráveis necessários, tornando-se o primeiro nome barrado pela Casa desde 1894
O ministro da AGU ainda agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela indicação ao cargo. Andressa Anholete / Agência Senado

Jorge Messias falou pela primeira vez, na noite desta quarta-feira (29), após ter indicação para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo plenário do Senado Federal. O atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) reforçou que a decisão da Casa legislativa é "soberana".

— A vida é assim, gente. Tem dias de vitórias e tem dias de derrotas. Nós temos que aceitar, o plenário do Senado é soberano — afirmou em entrevista coletiva à imprensa. 

Messias não obteve os 41 votos favoráveis necessários, tornando-se o primeiro nome barrado pela Casa desde 1894, na gestão de Floriano Peixoto. Foram 42 votos para rejeitar e 34 para aprovar o nome de Messias. O resultado é a maior derrota política do governo Lula no Legislativo e abre uma crise sobre a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

O ministro da AGU ainda agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela indicação ao cargo:

— O presidente Lula me deu uma grande honra de ter participado deste processo e a ele eu agradeço essa oportunidade. Eu não encaro isso aqui como um fim, isso aqui é uma etapa do processo da minha vida. A história não acaba aqui.

Derrota histórica

Desde a Constituição de 1988, nenhum indicado ao STF havia sido reprovado. Na história da república brasileira, apenas cinco nomes foram barrados pelos senadores — e todos no mesmo ano, em 1894:

  • Barata Ribeiro
  • Innocêncio Galvão de Queiroz
  • Ewerton Quadros
  • Antônio Sève Navarro
  • Demosthenes da Silveira Lobo

Na época, Floriano Peixoto, conhecido como o "Marechal de Ferro", enfrentava uma crise com o Legislativo e o Judiciário.

Aprovação na CCJ

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Messias foi aprovado com 16 votos após passar por sabatina de oito horas nesta quarta-feira (29).

Durante o discurso de apresentação na sabatina, Messias fez resumo de sua trajetória profissional em órgãos como a Advocacia-Geral da União, na assessoria jurídica do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e no Senado, onde trabalhou no gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), hoje líder do governo.

— Experimentar o suprapartidarismo abriu meus horizontes sobre o significado de democracia e República. Aprendi a dimensionar a atividade política como um espaço nobre de solução de conflitos — declarou.

Fonte: GZH

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