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| 20:17 | Política 3 min de leitura

Saiba como fica a situação de Jair Bolsonaro com a derrubada do veto ao PL da Dosimetria

Com redução de pena, progressão de regime e e remição, ex-presidente ficaria cerca de dois anos e quatro meses em regime fechado

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Com redução de pena, progressão de regime e e remição, ex-presidente ficaria cerca de dois anos e quatro meses em regime fechado
Ex-presidente já cumpriu cerca de cinco meses da pena. Vinicius Schmidt / Metropoles/AFP

Com a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, nesta quinta-feira (30), o Congresso Nacional confirma a redução das penas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e demais condenados por tentativa de golpe de Estado.

Agora, após a provocação das defesas dos condenados, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve recalcular as penas impostas.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, Bolsonaro permaneceria preso por dois anos e quatro meses, segundo cálculos da equipe do relator do projeto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), em dezembro passado. Atualmente, Bolsonaro já cumpriu cerca de cinco meses da pena. Dessa forma, o ex-presidente deixaria o regime fechado no início de 2028.

Antes da votação da derrubada do veto, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), excluiu do PL o trecho que contradizia a Lei Antifacção, que trata da progressão de penas, vetado por Lula.

A diminuição da pena de Bolsonaro é sustentada por três grandes alterações:

1. Eliminação do crime de abolição violenta

  • Pena Original (STF): 27 anos e três meses
  • Mecanismo do PL: proíbe a soma das penas de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de direito (seis anos e seis meses), aplicando-se apenas a pena maior (golpe de Estado)
  • Nova pena total: 27 anos e três meses - seis anos e seis meses = 20 anos e nove meses

2. Redução do tempo para progressão de regime

  • Regra Atual: o condenado por crimes hediondos ou equiparados, com dolo (intenção) e condenação superior a oito anos, precisa cumprir 25% (um quarto) da pena no regime fechado para progredir
    Mecanismo do PL: o projeto fixa a progressão de regime em 1/6 (um sexto) da pena para crimes contra o Estado democrático de direito e que os condenados que passaram um período com tornozeleira eletrônica em prisão domiciliar possam abater parte da pena contando dias trabalhados. A cada três dias trabalhados fazendo uso da tornozeleira, um seria retirado da pena, segundo o relator.

Com a pena reduzida para 20 anos e nove meses, a progressão para o regime semiaberto ocorreria após cerca de três anos e quatro meses de prisão em regime fechado.

3. Redução final com remição de pena

  • Mecanismo do PL: permite a remição de pena (trabalho ou estudo) mesmo em regime domiciliar
  • Estimativa do relator: aplicando os abatimentos por remição (que atualmente não podem ser calculados com certeza, pois dependem de fatores futuros), o tempo em regime fechado cairia para dois anos e quatro meses, ao todo. Como Bolsonaro já cumpriu cinco meses de pena, ele ficaria mais um ano e 11 meses em regime fechado, aproximadamente. Isso significa que, no início de 2028, Bolsonaro poderia deixar o atual regime.

Veja as penas por cada crime pelo qual Bolsonaro foi condenado:

  • Organização criminosa: sete anos e sete meses
  • Abolição violenta do Estado democrático de direito: seis anos e seis meses
  • Golpe de Estado: oito anos e dois meses
  • Dano qualificado: dois anos e seis meses
  • Deterioração de Patrimônio: dois anos e seis meses
  • Total: 27 anos e três meses, 124 dias-multa, cada um no valor de dois salários mínimos

O que é a mudança de regime?

A progressão de regime é um direito previsto em lei que permite ao preso cumprir a pena em condições menos rigorosas. Na prática, significa passar do regime fechado para o semiaberto ou do semiaberto para o aberto.

No caso do trabalho, a cada três dias trabalhados, o condenado tem direito a descontar um dia da pena.

Fonte: GZH

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