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| 17:12 | Política 3 min de leitura

Moraes cita "falta grave" e pede que PGR analise se apreensão de arma impacta prisão domiciliar de Bolsonaro

Pistola estava no carro de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) cedido para atuar na segurança do ex-presidente

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Pistola estava no carro de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) cedido para atuar na segurança do ex-presidente
Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março, quando saiu do hospital. Pablo PORCIUNCULA / AFP

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pediu nesta quarta-feira (24) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a arma apreendida de Jair Bolsonaro antes de decidir sobre a prorrogação ou não da prisão domiciliar. O prazo se encerra nesta quinta-feira (25).

O ministro quer saber se trata-se de uma "falta grave" e se pode impactar na prorrogação do benefício. A informação é do g1. 

"Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem", afirmou Moraes na decisão.

Apreensão da arma
Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal na terça-feira (23). Ele disse disse que em momento algum houve intenção de descumprir a lei.

A arma foi apreendida em 15 de junho, quando automóvel foi parado em Taguatinga, na região administrativa do DF. Durante a blitz, também foi localizado um carregador da pistola, modelo Glock 9mm. O motorista — um militar — foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento realizado na residência de Bolsonaro, o ex-presidente confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após constatar que ela não funcionava.

Em uma postagem nas redes sociais, Bueno afirmou que "em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal" e que tratou o episódio como "criminalmente acromático", ou seja, sem relevância penal.

A defesa de Bolsonaro disse ainda que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada.

O advogado reiterou que a arma é de propriedade de Bolsonaro, estava devidamente registrada e, como não houve determinação de cancelamento do registro da pistola, a arma "deveria, de fato, estar em seu endereço".

Prisão domiciliar
Em março, o ministro concedeu prisão domiciliar a Bolsonaro por 90 dias. Moraes entendeu que as condições de saúde de Bolsonaro justificavam a medida.

Na época que a domiciliar foi concedida, o político enfrentava quadro de broncopneumonia e passou duas semanas internado no Hospital de Brasília. O benefício também teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Agora, a defesa de Bolsonaro alega que ele precisa passar por uma nova bateria de exames, como tomografia computadorizada do tórax e do abdômen, endoscopia digestiva alta e pHmetria esofágica.

Segundo relatório médico apresentado pelos advogados, o ex-presidente precisa investigar esofagite erosiva, gastrite crônica, doença do refluxo gastroesofágico, má digestão e recorrentes crises de soluço, que teriam piorado recentemente.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. Ele foi preso em novembro do ano passado, após tentativa de romper a tornozeleira eletrônica que usava com um ferro de solda.

Fonte: GZH

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