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| 21:03 | Política 4 min de leitura

Sem emendas sobre redução da maioridade penal, Senado aprova PEC da Segurança

Plenário foi favorável aos requerimentos do relator Rogério Carvalho, que pediu para que emendas sobre maioridade fossem apreciadas de forma autônoma

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Plenário foi favorável aos requerimentos do relator Rogério Carvalho, que pediu para que emendas sobre maioridade fossem apreciadas de forma autônoma
Sessão desta terça-feira (3) foi realizada de forma semipresencial. Carlos Moura / Agência Senado / Divulgação

O Senado aprovou nesta terça-feira (3) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, conhecida como PEC da Segurança. Na votação em primeiro turno, foram 73 votos favoráveis e nenhum contrário. Na votação em segundo turno, foram 75 votos a favor da PEC. Entre outros pontos, o texto amplia a integração entre os órgãos de segurança pública estaduais e federais no combate ao crime organizado. O texto agora segue para promulgação. 

Antes da votação em segundo turno, os senadores discutiram uma emenda do Partido Liberal (PL) para que o Fundo Nacional de Segurança Pública também financie ações das Forças Armadas de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O destaque foi aprovado por 67 votos favoráveis e nenhum contrário.

Ao ler seu parecer, o relator Rogério Carvalho (PT-SE) emitiu relatório em que sugeriu que a discussão da redução da maioridade penal fosse feita de forma autônoma, ou seja, à parte da PEC. 

— (A separação) preserva a iniciativa dos autores e assegura que o tema seja discutido com o devido aprofundamento em propostas autônomas, sem comprometer a tramitação da matéria principal — defendeu o relator.

O pedido do senador foi aprovado em plenário, e as emendas passam a tramitar autonomamente na forma de propostas de emenda à Constituição.

A PEC da Segurança havia sido colocada na pauta para votação no dia 15 de outubro, mas foi retirada pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), após a apresentação das emendas por governo e oposição, que divergiam sobre a redução da maioridade penal.

Ainda durante a leitura do relatório nesta terça-feira (3), o senador Rogério Carvalho argumentou que a redução da maioridade penal pode aumentar os índices de aliciamento de adolescentes pelo crime organizado:

— Os estabelecimentos prisionais atuais podem ser inadequados para receber adolescentes, expondo-os a maior risco de violência e de aliciamento por organizações criminosas. Nos Estados Unidos, por exemplo, constatou-se que 21% das vítimas comprovadas de violência sexual entre presos em cadeias tinham menos de 18 anos, embora eles fossem menos de 1% dos presos. Isso reforça a necessidade de exame cuidadoso da matéria, inclusive sobre a necessidade orçamentária de criação de novos estabelecimentos prisionais. 

A PEC da Segurança Pública foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 14 de outubro. 

Entenda as duas emendas

A primeira emenda foi apresentada pelo líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), para estabelecer a redução da maioridade penal para 16 anos de forma geral e para 14 anos no caso de crimes hediondos.

A outra foi do senador governista Camilo Santana (PT-CE), que pedia a redução da maioridade penal para 16 anos para crimes graves - nos outros casos, continuaria em 18 anos. A emenda de Camilo Santana foi uma forma de o governo tentar atrapalhar a emenda da oposição. Durante as eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou apoio a essa emenda, contrariando a resistência da esquerda de se aprovar qualquer redução do tipo.

O que é a PEC da Segurança

A PEC 18/2025 foi enviada à Câmara dos Deputados em abril de 2025. Entre suas propostas está a ampliação da cooperação entre municípios, Estados e União. O texto foi aprovado na Câmara em março deste ano.

A proposta também inclui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional. Entre os pontos de destaque há também a integração entre forças federais e polícias estaduais.

Na Câmara, foram acrescentados ao texto punições mais severas para membros de facções criminosas, investimento no sistema prisional e a permissão para prefeituras criarem polícias municipais.

A Câmara dos Deputados também acrescentou a destinação de uma porcentagem de recursos arrecadados com bets para os fundos de segurança. Entretanto, esse trecho foi retirado do texto.

Fonte: GZH

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